A Polícia Civil está investigando um incêndio que quase causou a morte do jornalista José Antônio Arantes. O incêndio começou no prédio tradicional de um tradicional jornal de Olímpia-Sp.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, as chamas atingiram a parte externa do prédio e alguns objetos foram queimados. Ninguém ficou ferido.

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O proprietário do jornal relatou em entrevista para o G1, que estava há vários dias sofrendo ameaças por ser favorável as medidas de restrição para conter o avanço da covid-19 na cidade.

A cidade contabiliza 5.693 casos positivos e 124 mortes pela Covid-19, e segue as regras da fase emergencial do Plano São Paulo.

Além da sede do jornal Folha da Região, onde também funcionam o site IFolha e a Rádio Cidade FM, as chamas atingiram a porta da casa de José Antônio Arantes. Ele registrou boletim de ocorrência para a Polícia Civil apurar o caso.

“Estavam querendo me calar. Aqui em Olímpia existe o gabinete do ódio que defende as mesmas teorias do gabinete do ódio de Brasília. Isso faz com que repensemos nossa função e a importância de um jornalista nesse momento”, diz.

José é jornalista atuante desde a época da Ditadura Militar, e afirma que é favorável às medidas restritivas para combater a pandemia e publica diversas reportagens sobre o assunto.

Há uma semana, dois advogados representaram ao Ministério Público um comerciante e um outro advogado que estavam divulgando na internet uma carta sugerindo uma insubordinação civil. Nós soltamos uma reportagem sobre isso. A partir daí, começou uma campanha violenta contra a rádio e o jornal para os comerciantes cortarem os anúncios. Venho defendendo as medidas de contenção desde o começo da pandemia”, afirma.

Em nota, a prefeitura manifestou solidariedade ao jornalista e informou que vai acompanhar e colaborar com as investigações.

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